segunda-feira, 23 de setembro de 2013

VILA DO CANIÇAL - MADEIRA

VILA DO CANIÇAL - MADEIRA

Caniçal é uma vila e freguesia portuguesa do concelho do Machico, com 11,46 km² de área e 3 924 habitantes (2011). Densidade: 339,7 hab/km². Localiza-se a uma latitude 32.733 (32°44') norte e a uma longitude 16.733 (16°44') oeste. A principal actividade é a pesca. Tem costa no Oceano Atlântico a norte e sul. Tem montanhas a oeste. Foi elevada à categoria de vila em 1994. Foi aqui que foi criada a Zona Franca Industrial da Madeira.
Em 1561 foi criada a freguesia do Caniçal, com 15 casais. O alvará régio de 12 de Setembro de 1564 fixou em 14.300 réis o vencimento anual do pároco, que foi respectivamente aumentado pelos alvarás de 24 de Novembro de 1572, 10 de Setembro de 1589, 22 de Outubro de 1592 e 31 de Agosto de 1609, ficando então a perceber anualmente a côngrua de 24.000 réis em dinheiro, um moio de trigo e uma pipa de vinho, o que em atenção à população, constituía um ordenado superior ao dos outros vigários, o que se justificava pela pobreza e isolamento do lugar.
Assim, a partir da 2.ª metade do século XVIII, o núcleo populacional da freguesia, de uma forma muito lenta, mas irreversível, deslocou-se para oeste, pelo facto de se ter construído, em 1749, a igreja actual. Numa época de profunda religiosidade, a igreja constituía o polo aglutinador da nova comunidade.
O Marquês de Pombal que governou o país de 1750 a 1776, projectou construir um porto de abrigo na Baía de Abra que comportasse dez naus.
A freguesia do Caniçal, em 26 de Abril de 1931, foi palco do desembarque de soldados de Lisboa que se apoderaram da Rádio Marconi, construída em 1926, que se encontrava na posse dos revoltosos, aquando da célebre Revolução da Madeira e, desmontaram algumas instalações de TSF existentes no local e prenderam alguns soldados, abandonados pelo seu comandante, um tenente, que na emergência de pusera em fuga.
Na madrugada de 30 de Abril novo desembarque no Caniçal de 700 soldados, a guarda avançada da ditadura, comandada por Botelho Moniz que lança uma, bem sucedida, progressão em direcção a Machico.
Em 1942 é instalada a Empresa Baleeira do Arquipélago da Madeira, no sítio da Cancela e, durante muito tempo, constituiu uma importante fonte de sustento para muitas famílias.
Apesar destas melhorias, o Caniçal continuou a ser, até meados do século XIX, uma pequena e pobre freguesia desligada do resto da ilha, vivendo a suas gentes, quase exclusivamente, da pesca. A sua população aumentou muito lentamente. Em 1920 a população era de 657 pessoas e em 1940 era 996.
A abertura do aqueduto Machico-Caniçal, com a extensão de 16 km, permitiu uma nova fase de modificações e prosperidade na terra e vida do Caniçal. Os terrenos adquiridos e arroteados pela Junta Geral transformaram uma zona de esterilidade permanente num pequeno oásis de culturas ricas e pobres, dando colorido à paisagem, vida à terra, trabalho à população.
A construção do túnel, no início dos anos 60, abriu as portas ao secular isolamento a que esteve votada esta freguesia, mantendo, ainda hoje características singulares no contexto da Região Autónoma da Madeira: a endogamia, a prática que privilegia a residência pós-matrimonial fora da casa dos pais "quem casa quer casa", o apego à casa, um enorme sentido de solidariedade e de entreajuda.
Com a conquista da Autonomia, uma aspiração secular dos madeirenses, novos horizontes se rasgaram. Novas estradas se abriram, novos equipamentos foram implementados: a instalação dos CTT, o Museu da Baleia, a criação da Zona Franca Industrial, a construção do novo porto de pesca, o abastecimento regular de água potável com a construção de uma adutora em 1988 que transporta a água das fontes vermelhas de Machico, o crescimento do tecido urbano e da sua população (1991 - 3586 habitantes ; 1995 - mais de 5000 habitantes) projectaram a nossa terra como uma das freguesias mais dinâmicas e progressivas da Região Autónoma da Madeira.
Este crescimento sócio-económico foi acompanhado pelo surgimento de diversas entidades culturais e recreativas que têm contribuído para defender o nosso património cultural e a nossa verdadeira identidade, prestigiando a nossa terra que nos orgulhamos pertencer.
O Clube de Futebol do Caniçal, fundado em 1981, o Grupo de Folclore da Casa do Povo do Caniçal, fundado em 1991, são exemplo vivo da nossa pujança e da nossa firme vontade de vencer os desafios do século XXI.








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