sábado, 26 de abril de 2014

BORDADO MADEIRA








BORDADO MADEIRA

Bordado Madeira e História
A ilha da Madeira foi descoberta no séc. XV e julga-se que os bordados começaram desde logo a ser produzidos pelas fidalgas, como necessidade de decoração das roupas do lar bem como do vestuário, e ainda por influência dos trabalhos conventuais.

Até meados do séc. XIX não existem referências à venda ou exportação de Bordado Madeira. O ano de 1850 é um marco para uma nova fase do Bordado Madeira, data em que este produto ganha um cariz comercial. Neste ano foi organizada uma exposição das indústrias madeirenses, realizada no Palácio de S. Lourenço, onde se tornou evidente o potencial económico do produto.

O interesse britânico por esta exposição foi tão grande que a Madeira recebe um convite para estar em Londres na Exposição Universal, que decorre no ano seguinte em 1851. Esta participação revelou-se um grande sucesso onde as peças apresentadas foram elogiadas pela sua pureza e perfeição artística.

Durante o Séc. XIX as principais exportações destinam-se a Inglaterra e Alemanha. No século XX exporta-se Bordado Madeira para todo o mundo. Itália, Estados Unidos, América do Sul e a Austrália tornam-se mercados importantes. França, Singapura, Holanda, Brasil e outros países contribuíram também para a expansão do comércio e da notoriedade do Bordado Madeira.
Actualmente os maiores mercados de exportação são EUA, Itália e Inglaterra.

Reconhecidas internacionalmente, as peças de Bordado Madeira têm uma história e tradição ligadas ao segmento de luxo e muitas foram e são as mesas da aristocracia europeia cobertas com peças de Bordado Madeira.

ESPETADA E MILHO FRITO Á MODA DA MADEIRA




BOLO DO CACO DA MADEIRA

Bolo do caco

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Bolo do caco com polvo.
Venda de bolo do caco na rua, no Funchal.
O bolo do caco é um pão de trigo típico da região da Madeira que pode ser encontrado tanto na ilha da Madeira como na ilha do Porto Santo. É consumido como entrada, acompanhamento ou como iguaria principal.

Confecção[editar | editar código-fonte]

É confeccionado com farinha de trigo, fermento, água e sal. Com estes ingredientes, é feita uma massa, que deve fermentar durante três dias. Findo este período, são formadas bolachas com cerca de 3 cm de espessura e pelo menos um palmo de diâmetro. A cozedura tradicional é feita sobre uma pedra de basalto, devidamente aquecida para o efeito, até atingir uma temperatura escaldante. Hoje, é possível adquirir placas de cimento, que podem substituir a pedra antiga na cozedura. O bolo é colocado sobre a pedra e é cozido até adquirir uma crosta fina, ligeiramente queimada. Em seguida, é virado, para que fique cozido em ambos os lados.

Consumo[editar | editar código-fonte]

Pode ser consumido quente, como entrada de uma refeição, barrado com manteiga de alho a derreter, ou mesmo como iguaria principal. É comum ser utilizado na confecção de sanduíches tendo como base o bolo do caco e os mais variados recheios, tais como bifes (prego no bolo do caco), fiambre, peixe-espada, polvo, só para citar alguns.

BOLO DO CACO DA MADEIRA





TVI MADEIRA - BOLO DO CACO MODO DE FAZER


BOLO DE MEL DA MADEIRA




BOLO DE MEL DA MADEIRA

Bolo de Mel da Madeira

Ingredientes:
  • 2,5 kg de farinha ;
  • 1 kg de açúcar ;
  • 750 g de banha ;
  • 500 g de manteiga ;
  • 25 g de erva doce ;
  • 50 g de canela ;
  • 12 g de cravinho-da-índia ;
  • 12 g de cravo-de-acha ;
  • 1 colher de chá de mistura de especiarias ;
  • 2 kg de nozes (com a casca) ;
  • 250 g de miolo de amêndoa ;
  • 50 g de cidrão ;
  • 5 colheres de sopa de bicarbonato de sódio ;
  • 250 g de pão de massa ;
  • 1,8 litro de mel de cana (cerca de 2 garrafas e meia de melaço) ;
  • 1 cálice de vinho da Madeira ;
  • 4 laranjas
Confecção:
Na véspera do dia em que se vai preparar o bolo, compra-se o pão em massa no padeiro ou prepara-se o fermento com 250 g de farinha, 1 dl de água tépida e 10 g de fermento de padeiro. Envolve-se o pão (ou o fermento) num guardanapo depois de passado por farinha e deixa-se ficar em sítio quente de um dia para o outro.
No dia seguinte, peneiram-se as especiarias previamente pisadas; cortam-se as amêndoas, as nozes e o cidrão em bocados; dissolve-se o bicarbonato no vinho da Madeira; derretem-se as gorduras no mel quente; raspa-se a casca das laranjas e espreme-se o sumo.
Peneira-se a farinha e o açúcar para dentro de um alguidar grande, faz-se uma cova ao meio e deita-se aí a massa de fermento; depois vai-se «apagando» o fermento com a farinha, amassando. Quando a farinha e o fermento estiverem bem misturados, começa-se a juntar o mel apenas morno (juntamente com as gorduras) e vai-se amassando.
Depois de se ter adicionado todo o mel, juntam-se os frutos preparados, o vinho da Madeira com o bicarbonato, o sumo e a raspa das laranjas e as especiarias. Amassa-se até a massa se desprender do alguidar. Abafa-se com um pano e um cobertor e deixa-se levedar em sítio morno, a uma temperatura sempre igual, durante 3 a 4 dias. Depois divide-se a massa em porções de 250, 500 ou 750 g conforme o tamanho dos bolos. Deitam-se estas porções de massa em formas redondas, direitas e baixas e muito bem untadas e leva-se a cozer em forno bem quente, depois de se ter enfeitado a superfície com meias nozes, ou amêndoas ou bocados de cidrão.
Querendo, pode-se reduzir a quantidade de nozes ou de outros ingredientes caros; nesse caso aumentam-se as especiarias dando lugar a outro tipo de bolo, o bolo podre. Os primeiros são mais saborosos e os segundos mais apimentados. Depois de cozidos e frios, embrulham-se em papel vegetal ou celofane e guardam-se em caixas. Estes bolos podem conservar-se durante um ano inteiro.
Mandava a tradição, que ainda hoje vigora nalguns casos, que o bolo de mel fosse preparado no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, para estar bom no Natal, festa de que este bolo faz parte integrante. É neste dia, 8 de Dezembro, que começam os preparativos para a festa (Natal), e se partem os últimos bolos que restaram da fornada do ano anterior. Por estes motivos é dia de grande azáfama e alegria.

PONCHA MADEIRENSE





PONCHA DA MADEIRA

A poncha é uma bebida tradicional e emblemática da Madeira, feita de aguardente de cana-de-açúcar, açúcar e sumo de limão.


Origem da poncha[editar | editar código-fonte]

Segundo alguns estudos, a poncha é originária da Índia onde é conhecida por pãnch o que quer dizer, traduzindo à letra, cinco ingredientes: o arrack – aguardente de arroz ou noz de coco -, sumo de limão, açúcar, especiaria –chá – e água. Atualmente, a poncha , na ilha da Madeira,é em Câmara de Lobos, uma pequena vila piscatória, em meados do século XVIII pela mão dos ingleses que, nessa altura, eram dados a viagens frequentes entre estas paragens.
Durante todo o século XIX a poncha foi uma bebida muito consumida no seio das famílias madeirenses um pouco por todo o lado da ilha, em especialmente em Câmara de Lobos, fossem elas mais ou meno abastadas.
Segundo alguns estudos um antecedente longinquo desta bebida já era usado nas navegações portuguesas e castelhanas do século XVI, Resultava de uma calda elaborada para conservar o limão, usado nas viagens para prevenir o escorbuto (devido à carência de vitamina C). O limão era conservado durante as longas viagens, em aguardente e melaço de cana produzidos na Madeira desde o final do século XV, a partir da cana de açucar introduzida na ilha logo após o início da colonização e por iniciativa do Infante D. Henrique, o Navegador. Assim chegou à Índia e ao Brasil no século XVI. Os britânicos chegaram muito mais tarde. No Brasil originou a 'caipirinha'. Em Cabo Verde bebe-se o grogue com raízes semelhantes, Na Madeira manteve-se praticamente como a origem:1/3 de melaço ou açúcar de cana, 1/3 de aguardente de cana (cachaça) e 1/3 de sumo de limão ou lima. e tem a designação de "poncha".

Indicação geográfica protegida[editar | editar código-fonte]

O Conselho do Governo aprovou em março de 2014 uma proposta de Decreto Legislativo Regional que confirma a indicação geográfica protegida ‘Poncha da Madeira’ e regula a sua produção e comércio.
A proposta determina que Poncha da Madeira só pode ser usada para identificação da produção na área geográfica das ilhas da Madeira e do Porto Santo.
É intenção da Madeira proteger a bebida e o seu modo de produção, designadamente a sua matéria-prima, Rum da Madeira bem como os produtores de cana sacarina. É que já há outras formas de adulteração da Poncha através de, por exemplo, de whisky.
A proposta aprovada pelo Governo Regional estabelece que o produto deve obrigatoriamente incluir na sua produção Rum da Madeira e que os equipamentos e os processos utilizados devem ser os mais adequados à obtenção de um produto que apresente as características sensoriais tradicionais específicas da Poncha da Madeira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]